quarta-feira, 14 de março de 2012

Triste condenação




Me faltam palavras, eu não sei o que dizer
O que eu procuro tento, mas não consigo ver
De tão escuro, cegam dos meus olhos a luz
Estou oculto tal qual um ladrão debaixo de seu capuz.

Assaltei espontaneamente a minha liberdade
No banco dos réus procuro impunidade
Loucura buscar, sou refém do meu mundo
Serei condenado como um imundo.

Não tenho testemunhas, muito menos advogado
Já me enxergo atrás das grades, enclausurado
Desejo que acabe logo esse julgamento
Para o magistrado sentenciar meu condenamento.

O juiz expôs a sua solene tomada de decisão
Pouca me importa, já estou mesmo numa prisão
O vazio explode no peito e o resto do corpo incendeia
É a rebelião da vida, transcrita sutilmente na cadeia.

Humilhado, constrangido, foi como eu sai desse tribunal
Nem seque questionei a decisão judicial
Pois mereço plenamente o inquérito
A felicidade pra mim já faz parte do pretérito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário